Conselho Sistémico – As Contradições Sistémicas Mais Frequentes
Segundo a nossa experiência as seguintes contradições sistémicas são as mais frequentes em empresas familiares:
- Ocupação de lugares de chefia:
Know-How externo versus pessoal próprio Na ocupação de lugares de gestão, deve-se procurar gestores experimentados externos ou confiar que alguém interno com mérito consegue cumprir a missão?
- Gestão de crises:
Otimização a curto prazo versus relações duradoras com os colaboradores e/ou a região Deve-se deslocar a produção a outro país mais barato e fechar fábricas ou é que a família quer manter o pessoal e a sede atual, tanto tempo quanto possível, embora com custos mais altos?
- Crescimento:
Autonomia versus expansão Para crescer é preciso capital. Deve-se procurar um investidor? Um IPO é uma alternativa? Deve-se aceitar um endividamento maior? Se os proprietários quiserem ficar autónomos e independentes de credores externos, eventualmente se devem renunciar a possibilidades de crescimento.
- Sucessão:
Competência versus descendência O critério decisivo deve ser a competência de gestão e capacidades profissionais? Ou é que a descendência da família, eventualmente também aspetos de igualdade de tratamento de irmãos, são critérios relevantes?
- Dividendos:
Empresa versus acionistas / inversores Deve ficar uma boa parte dos lucros na empresa para possibilitar um crescimento sustentado? Ou deve-se satisfazer as necessidades da família como acionista com distribuições máximas?
- Estratégia dos Acionistas:
Mercado e futuro versus origem e passado Em relação a novas condições nos mercados nacionais e internacionais, deve-se reagir com uma mudança radical da estratégia ou é que a família quer manter a obra do fundador e os produtos e marcas relevantes para a identidade da família?
